Seminário que discute o negacionismo científico e os ataques à pesquisa continua hoje, no auditório da ADunicamp

O ataque aos institutos públicos de pesquisa de São Paulo, a atuação no Parlamento e o futuro das instituições de C&T estão na programação do segundo e último dia do Semário realizado pela Seção Sindical Campinas e Jaguariúna do SINPAF, portal Radar Democrático, ADunicamp e APqC.

A mesa de abertura, ontem (24), foi marcada pela percepção da necessidade de fortalecer diálogos com a sociedade. A presidenta da ADunicamp, Silvia Gatti, destacou o forte negacionismo visto durante a pandemia de Covid-19, lembrou do cenário de desconhecimento em relação à importância do serviço público e servidores, bem como do papel da ciência para a qualidade de vida da sociedade. Helena Dutra Lutgens, presidenta da APqC (Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo) falou do desmonte das instituições de pesquisa estaduais e da necessidade de dar ampla visibilidade para a perda direta que essa situação representa para a sociedade.

O presidente da Seção Sindical Campinas e Jaguariúna do SINPAF, Ricardo Costa Rodrigues de Camargo, reforçou a importância da difusão de informações com base em evidências científicas, falou do avanço da extrema direita no mundo e da relação com o negacionismo e citou o discurso do presidente norte-americano na ONU que promoveu, mais uma vez, o negacionismo da ciência. 

Também participaram da mesa de abertura Márcio Moretto Ribeiro, presidente da ADUSP, que falou sobre a oportunidade das instituições se comunicarem com um contingente muito maior de pessoas, ultrapassando os limites das respectivas comunidades internas, e Antônio Luís de Andrade, presidente da ADUNESP, que abordou a política de desmonte implantada pelo neoliberalismo. Rogério Bezerra, diretor do Radar Democrático, apresentou o trabalho desenvolvido no portal e reforçou que a temática da denúncia do ataque às instituições de C&T é uma das grandes preocupações do site, que se propõe a abordar a política do estado de São Paulo.

A programação do primeiro dia contou com três mesas, com os temas “Por que defender as universidades e institutos públicos de pesquisa?”, “As ameaças invisíveis e visíveis às instituições públicas de ensino e pesquisa” e ” A comunicação como ferramenta estratégica na defesa da ciência pública”. “Estamos discutindo questões muito importantes, como a redução dos recursos públicos para a ciência, o sucateamento das instituições de pesquisa pública e os impactos disso para a sociedade. Reforço o convite para que todas(os) venham participar deste importante evento”, comentou o presidente da Seção Sindical Campinas e Jaguariúna do SINPAF.

PROGRAMAÇÃO

Dia 25/09 (quinta-feira)

9h–9h30 | Café de boas-vindas

9h30–12h | Mesa 4 – Institutos públicos de pesquisa paulistas sob ataque
Participação:
Helena Dutra Lutgens (Presidenta da APqC)
Jorge Luis Souto Maior (Professor de Direito da USP)
Debatedor: Ricardo Costa Rodrigues de Camargo (Presidente da Seção Sindical Campinas e Jaguariúna do SINPAF)

12h–14h | Pausa para almoço

14h–16h | Mesa 5 – A luta no Parlamento: a defesa política das universidades e institutos de pesquisa no legislativo paulista
Participação:
Donato (Deputado Estadual/PT – Presidente da Frente Parlamentar pela Implantação de Universidade Federal, Instituto Técnico Federal e Hospital Escola Federal na Zona Sul da Capital do Estado de São Paulo)
Luciene Cavalcante (Deputada Federal/PSOL)
Silvia Gatti (Coordenadora do Fórum das Seis)
Debatedor: Mário Camargo (Radar Democrático)

17h–18h10 | Mesa de Encerramento – O amanhã em disputa: qual o futuro das instituições públicas de ciência e tecnologia em São Paulo?
Participação:
José Luis Pio Romera (STU Unicamp)
Renato Dagnino (IG Unicamp)
Debatedor: Rogério Bezerra da Silva (Radar Democrático)

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